[AR-TE-SA-NI-AS]: modos do alegórico em contos de Lygia Fagundes Telles

Dissertação –  Mestrado em Estudos Literários.

Orientação: Profa. Dra. Gilda de Albuquerque Vilela Brandão. (PPGLL/FALE/UFAL).

RESUMO

Neste trabalho, analisam-se três contos de Lygia Fagundes Telles — “A medalha”, “Venha ver o pôr-do-sol” e “Anão de jardim” —, considerando-os como textos alegóricos, permeados de índices metafóricos, que constroem uma segunda narração sob a pele do que é dito na superfície. Esses índices podem ser gestos, objetos, o próprio modo de narrar. E foram escolhidos esses textos em especial porque formam três tipos de alegoria: do cotidiano, da leitura, grotesca. No que diz respeito à primeira, analisa-se um flagrante do cotidiano, um embate entre mãe e filha, em que os elementos de composição da narrativa dividem com o narrador a revelação do drama ali presente. Na segunda, há uma construção em que as expectativas de uma jovem são destruídas, ao mesmo tempo em que são destruídas as expectativas do leitor, embora durante toda a trama haja índices do que iria acontecer; no estudo desse conto, faz-se um estudo comparativo entre sua primeira edição, de 1958, e a mais recente, revisada, de 2004, analisando suas distinções e afirmando terem sido elas uma busca de melhor reproduzir na relação narrador/leitor a relação entre os protagonistas do conto, Ricardo e Raquel. Na terceira, busca-se a análise dos símbolos presentes no ambiente do conto, um jardim pós-edênico cuja degradação é narrada/descrita por um anão de pedra ali instalado; narrativa de natureza grotesca e que, com o riso próprio dessa categoria, expõe a miséria do homem decaído. Três contos que, como o conjunto dos textos de Lygia Fagundes Telles, não tratam de problemas humanos através de explícitos questionamentos filosóficos, mas de histórias que, dependendo do arsenal do leitor, podem parecer banais, tamanha sua possibilidade de permitir apenas uma leitura literal. E que, no entanto, se lidas em profundidade, revelam outras narrações, paralelas, sob o véu da aparência.

Palavras-chave:

Lygia Fagundes Telles; Alegoria do cotidiano; Alegoria da leitura; Grotesco-alegórico.

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