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“As muitas últimas coisas” no Palco Giratório

Dia 07 de abril (sábado), às 19h00, apresentaremos As muitas últimas coisas no SESC Centro.

A apresentação fará parte da programação do Palco Giratório 2012, cujas atividades podem ser conferidas aqui:

No período de 07 a 18 de abril o SESC Alagoas realiza a primeira etapa do Projeto Palco Giratório. Idealizado pelo Departamento Nacional, o projeto há 15 anos promove a circulação de espetáculos e ações formativas de norte a sul do país, pela rede de Teatros do SESC, a maior da América Latina.

Alagoas sempre participa do projeto, recebendo no mínimo quatro etapas a cada ano. Para 2012 foram programadas cinco etapas. A primeira inicia dia 07 de abril, com o espetáculo teatral As Muitas Últimas Coisas com a Cia Ganymedes de Alagoas. A apresentação acontecerá no Teatro SESC Jofre Soares, às 19h, com entrada franca.
Já no período de 08 a 18 de abril acontece uma série de atividades na capital e no interior do Estado com a trupe Pequena Companhia de Teatro do Maranhão, com apresentações do espetáculo Pai e Filho e oficinas de artes cênicas, com o diretor Marcelo Flecha. Respectivamente nas cidades de Maceió, Teotônio Vilela, Palmeira dos Índios e Arapiraca.
As oficinas são gratuitas com vagas limitadas, os interessados poderão se inscrever nas Unidades SESC do interior. Para mais detalhes podem entrar em contato com a Coordenação Artístico-Cultural (CARC) do SESC Alagoas, através dos telefones: 3326-3133 / 3326-3700.

PROGRAMAÇÃO 1ª ETAPA

Sábado, 07 de abrilEspetáculo
As Muitas Últimas Coisas.Cia. Ganymedes/AL.
Classificação: 14 anos.Local: Teatro Jofre Soares, unidade SESC Centro
Horário: às 19h
Direção: Fátima Farias Elenco: Igor de Araújo, Igor Vasconcelos e Nilton Resende.
Direção Musical: Marcelo Marques
Assessoria: Psicóloga Micheline Falcão

Três personagens vivem confinadas, distantes do mundo exterior. Em cena, o espaço da ação não se define. Estariam eles numa espécie de sanatório ou apenas detentos de suas próprias mentes? Ora loucos, ora apenas solitários. Nesse espaço, distantes do mundo exterior, elas têm apenas umas às outras; têm apenas suas dores, fomes, perdas. Isoladas, e com as forças que lhes restam, elas se agarram febrilmente ao que têm, mesmo que tudo o que lhes tenha sobrado seja apenas fruto de sua imaginação. Apesar de constantes discussões em relação à loucura no decorrer da construção do espetáculo, o mesmo não se posiciona como uma obra didática a respeito do assunto. O que se leva ao palco é apenas o ser humano.

Domingo, 08 de abril
Espetáculo Pai e FilhoPequena Companhia de Teatro/MA
Classificação: 14 anos.Local: Teatro Jofre Soares, unidade SESC Centro
Horário: às 19hEncenação e Dramaturgia: Marcelo Flecha.
Elenco: Cláudio Marconcine e Jorge Choairy.

A partir da obra Carta ao Pai de Franz Kafka, o espetáculo Pai & Filho utiliza uma linguagem crua e visceral para discutir as relações de poder, originado na estrutura familiar e disseminado na constituição sócio-cultural contemporânea. Na peça, um homem aprisionado e oprimido pelo poder do pai, procura enfrentá-lo, mas seu discurso não consegue quebrar a hierarquia familiar, impedindo que um diálogo aberto se estabeleça. A encenação disponibiliza um espaço para a discussão sobre o conflito de gerações e a relação de dependência utilizada no seio familiar como instrumento de poder.

APRESENTAÇÕES NO INTERIOR

Espetáculo Pai e Filho com Pequena Companhia de Teatro/MA
12 de abril – 19h, SESC Ler Teotônio Vilela – Teotônio Vilela
15 de abril – 19h, SESC Ler Palmeira dos Índios – Palmeira dos Índios
17 de abril – 19h, SESC Arapiraca – Arapiraca

OFICINAS

Oficina Do épico ao dramático: a transposição de gêneros como instrumento de confecção de dramaturgia, com Marcelo Flecha/MA
Inscrições Gratuitas – 16 vagas
Destinada a professores, estudantes do ensino médio e escritores iniciantes.
11 de abril – 09h às 18h – SESC Ler Teotônio Vilela;

Oficina O Quadro de Antagônicos como instrumento de treinamento para o ator, com Marcelo Flecha/MA
Inscrições Gratuitas – 16 vagas
Destinada a atores e estudantes de teatro.
14 de abril – 09h às 18h, SESC Ler Palmeira dos Índios;18 de abril – 09h às 18h, SESC Arapiraca. Informações 3326-3133 / 3326-3700.´

(conteúdo presente no site do SESC/Alagoas).

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  1. ROSIVAL LOURENÇO
    06/04/2012 às 11:02

    ESTAREI LÁ…

    • niltonresende
      06/04/2012 às 12:34

      oba.
      vá mesmo, rosival.

      =]. abração.

  2. 08/04/2012 às 20:26

    Falar de nossos estados de confinamento e clausura realmente não demanda tanta pesquisa e esforço no mundo dito contemporâneo. Mas a obra AS MUITAS ÚLTIMAS COISAS, da Cia. Ganymedes, ultrapassa a mera reclamação habitual dos palcos, para viver corpo a corpo com o público, a poesia implicada na nossa condição de humanos. Se por um lado o tema é quase óbvio, a Ganymedes consegue colocar mais vida às nossas vidas, ao encarnar, com sua seriedade lúdica de intensas pesquisas e experimentações, o cotidiano de personagens que, apesar de individualizados e complexamente construidos, são na verdade, partes ocultadas de (por) nós mesmos. A simplicidade no trato com a dramaturgia nem de longe recende à vulgaridade, ao contrário impõe a revisão de nossos conceitos, nossas ações e nosso modo de nos relacionar especialmente conosco mesmo. O silêncio quase insuportável das sonoridades que dos personagens emana, nos permite, ou quase nos obriga, a um encontro, sempre adiado, com a sensação rara de existência, que nos faz depararmos com aqueles vácuos, que nosso raciocíno tanto espanta. E sobre essa questão, Marcelo Marques que me perdoe, mas eu aprendi demais sobre música ouvindo aqueles silêncios. Outro ponto que me obriga a uma revisão de conceitos é a questão dos personagens. As crises que o teatro enfrenta no mundo contemporâneo nos levou a desacreditar completamente das personagens. De um certo modo o ator acaba por se ocultar nos personagens que cria, e isso geralmente despotencializa qualquer ação cênica. O que os Ganymedes fazem, no entanto, não é a construção impecável de um personagem no qual possam esconder-se, pelo contrário. O tipo de construção que o grupo arquiteta nessa obra, coloca visivelmente em cheque a própria condição humana dos atores, e é claro também a nossa: choque…e um zumbido intermitente no ouvido, que para a nossa surpresa não emana de uma trilha musical. Que a obra siga sua faina de descobrir seus espaços e públicos, (pois me parece que o destino de cada obra, é arbítrio de cada obra) mas que nos permita, quaisquer que sejam eles, sempre invadir-nos por sua insitência nesses vácuos. Primorosa produção, em todos os seus aspectos. Falar de nossas precariedades, como eu disse lá no começo, não é tão raro: vivê-las conosco (platéia), sem julgamentos e preconceitos, demanda coragem e aceitação de riscos. Parabéns Cia. Ganymedes, e meus sinceros agradecimentos.

    • niltonresende
      08/04/2012 às 23:49

      jorge, como eu seria suspeito demais para comentar sobre o que você disse acima, apenas agradeço por sua presença constante, em corpo e em voz. agradeço por suas falas, dizendo de possíveis qualidades, dizendo de possíveis problemas de nossos trabalhos. agradeço, em nome da Ganymedes. beijo.

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