Início > Sem categoria > destaques de 2011 : lançamentos

destaques de 2011 : lançamentos

Após listar as traduções que mais se destacaram no ano de 2011, Alfredo Monte, em seu Monte de Leituras, fez uma lista com os lançamentos que mereceriam destaque nesse mesmo ano. Entre eles, está diabolô.

Abaixo, a reprodução da postagem de Alfredo Monte em seu blog:

DESTAQUES DE 2011 (segunda e última parte)

(o texto abaixo foi publicado, de forma mais condensada, em A TRIBUNA de Santos, em 03 de janeiro de 2012)

Como sempre alerto, em todas as listas há a certeza de lapsos ou lacunas. Em 2010, por exemplo, deixei passar A nau dos insensatos, (editora Octavo). Não se trata do belo romanção de Katharine Anne Porter (do qual gosto muito, por sinal; aliás, não tenho nada contra a adaptação de Stanley Kramer também, um filme ainda muito eficiente), e sim da clássica alegoria satírica de 1494, escrita por Sebastian Brant, que trata das tolices das quais a humanidade é useira e vezeira1.

 

  Também deixei passar O livro vermelho (Vozes), as anotações visionárias e literariamente relevantes (mesmo para quem não se convença do seu conteúdo, isto é, da sua mitologia pessoal) de Carl Gustav Jung num momento de crise pessoal, no qual ele destila—em imagens—os conceitos que irão se corporificar em textos futuros.

Com relação aos lançamentos de 2011, nenhum foi mais importante, a meu ver, do que a co-edição da Boitempo com a UFRJ para os Grundrisse, de Karl Marx, nada mais nada menos que os “rascunhos’, o material de pesquisa que supriu O Capital, e cuja leitura nos proporciona uma sensação análoga à de penetrarmos na cozinha ou no laboratório do bruxo, e saborearmos às escondidas as receitas dos seus quitutes ou de seus sortilégios2. Um momento editorial marcante.

 Também se destacaram, sem nenhuma hierarquia:

 –Poemas, de Wislawa Szymborksa (Companhia das Letras), apaixonante seleção de 44 poemas (feita pela tradutora Regina Przybycien) que apresentaram ao leitor brasileiro a maravilhosa autora polonesa (Nobel de 1996) e as fórmulas mágicas da sua “simplicidade” lapidar;

 –Os Sonâmbulos, de Hermann Broch (Benvirá)- A primeira tradução brasileira legítima (já que a da Germinal era um indecente plágio da versão portuguesa) da trilogia (de 1932) do autor austríaco (cujoA morte de Virgílio é, se possível, ainda mais genial), constituída por Pasenow ou o romantismo; Esch ou a anarquia & Huguenau ou a objetividade, na qual ele radiografa a Europa que foi destruída pela Primeira Guerra Mundial. Especialmente marcante é o terceiro volume, com várias formas narrativas justapostas, um marco do romance moderno3 (nas palavras de Hannah Arendt, “A obra de Broch pode ser vista como o elo perdido entre Proust e Kafka, entre um passado que perdemos irrecuperavelmente e um futuro que ainda não está à mão. Esse livro tenta lançar uma ponte sobre o abismo de espaço vazio entre o não mais e o não ainda…”);

 –O romance histórico, de György Lukács (Boitempo)- Outra tradução “histórica”, prometida há muito tempo por outras editoras. Esse estudo fundamental (de 1937), sempre muito citado, permite ao leitor uma visão do tipo de romance que Hermann Broch tritura e dilacera em Os sonâmbulos. A Boitempo está planejando uma bem-vinda edição das obras do grande crítico e pensador húngaro, projeto iniciado em 2010 com o hiper-denso Prolegômenos para uma antologia do ser social;

 –Livro da alma, de Avicena (Globo)- O tratado do grande filósofo do árabe, que viveu de 980 a 1037, é um ponto alto na tradição (que remonta a Aristóteles) de compreender os fenômenos físicos e espirituais através de categorias criados pelo pensamento. Uma viagem de erudição e beleza, graças a Miguel Attie Filho;

 –Ponto Ômega, de Don DeLillo (Companhia das Letras)- De instalações pós-modernas ao deserto, um romance-síntese das obsessões do maior autor da nossa época, sempre assombrado e assombrador. Em 2011, ele completou 75 anos;

 –A história das aventuras de Joseph Andrews e seu amigo o senhor Abraham Adams, de Henry Fielding (Ateliê/Unicamp)- Nessa maliciosa imitação à inglesa da dinâmica Quixote-Sancho Pança, publicada em 1742, o leitor de 2011 vai descortinando como o romance tal como conhecemos tomou forma. Mas prevalece o prazer da leitura. E mais uma dívida com um tradutor dedicado, no caso Roger Maioli dos Santos;

 –A flecha de Deus, de Chinua Achebe (Companhia das Letras)- Aos poucos, e antes tarde do que nunca, estão traduzindo a magistral ficção do autor nigeriano. Este poderoso romance de 1964 mostra o insidioso ingrediente que a religião “branca” acrescenta ao conflito entre gerações e à questão da aculturação dos nativos africanos;

 –A pianista, de Elfriede Jelinek (Tordesilhas)- Outra nobelizada (em 2004) que aporta por aqui, enfim. Já deveria ter sido traduzido esse perturbador romance de 1983, que deu origem ao filme de Michael Haneke no qual Isabelle Huppert mostrou por que é uma das maiores atrizes do mundo. Mais ainda: a descoberta chocante daquele pai tarado que trancou no porão da casa e violentou a filha por décadas demonstrou que Jelinek não exagerava ao mostrar o avesso de uma Áustria moderna e civilizada;

 –Schopenhauer e os anos mais selvagens da filosofia, de Rüdiger Safranski (Geração Editorial)- Talvez o mais ambicioso e original projeto do crítico e biógrafo alemão que vem esclarecendo para o leitor atual um período crucial do pensamento e da estética alemães, após suas biografias de Nietzsche e Heidegger e seu panorâmico Romantismo, uma questão alemã. E Schopenhauer, que não tem cura, apesar dos esforços risíveis de Irvin D. Yalom, é—com Kierkegaard—o grande pensador carismático do século XIX;

 –Dublinesca, de Enrique Vila-Matas (CosacNaify)- A sempiterna questão da morte do romance, e por extensão, a crescente diminuição de leitores, é enfrentada nessa delicada homenagem do autor espanhol tanto a Joyce quanto a Beckett. Parece que todos os caminhos levam a Dublin quando se trata de ficção moderna e pós-moderna;

Jakob von Gunten, de Robert Walser (Companhia das Letras)- Publicado em 1909, esse pequeno relato do autor suíço ainda se mantém absolutamente moderno, na sua subversão (inclusive na linguagem, que tende ao lacônico) do romance de formação tipicamente europeu. Não é à toa que ele sempre foi admirado pelos colegas de ofício “dissolventes”, de Kafka a Coetzee. É, mal comparando, o Don DeLillo do começo do século XX;

 –A crítica no subsolo, de René Girard (Paz & Terra)- No ano do cinqüentenário do seu inovador (e às vezes irritante) Mentira romântica e verdade romanesca, uma coleção de ensaios modelares do pensador francês, inclusive seu famoso Dostoiévski: do duplo à unidade, o qual, em separado, foi publicado este ano (muito oportunamente, uma vez que O duplo de Dostoiévski foi recentemente lançado)  pela É realizações, editora que surpreendentemente vem lançando de forma sistemática as obras do autor de A violência e o sagrado;4

 –Os últimos dias de Tolstói (Penguin/Companhia)- Jay Parini, que escreveu um romance sobre os últimos dias de Tolstói (A última estação, adaptado para o cinema com Christopher Plummer no papel do escritor, e Sua Majestade Helen Mirren como a esposa5) selecionou textos que vão desde 1882 até 1910, ano da morte do maior dos prosadores. Há de tudo um pouco: correspondência, doutrina, diatribes, confissões, páginas de diário. E uma genialidade suprema.

 –O escritor e sua missão (Zahar)- Tolstói é um tema obsessivo nos ensaios de Thomas Mann, assim como Goethe. Doze deles foram reunidos nessa importante coletânea, na qual—a esses pólo de atração “benigno”, representado pelos dois gênios citados—ele opõe o pólo “demoníaco”, representado por Dostoiévski e Nietzsche, que igualmente o seduzia;

 – As naus, de António Lobo Antunes (Alfaguara)- É tão confusa a agenda de lançamentos dos livros do fenomenal escritor português aqui no Brasil que às vezes fica difícil saber o que é inédito ou não. Em todo caso, este pequeno (para ele, que prefere o ciclópico) romance de 1988 é ao mesmo tempo bem diferente da sua série de obras desta última década, e igualmente ambicioso. E é um dos mais bonitos e menos pedrogosos de se ler. E, ufa, ainda bem que o título foi colocado no plural!;

 –Nova história de Mouchette, de Georges Bernanos (É realizações). A editora relançou os grandes romances do escritor francês, Diário de um pároco da aldeia (um livro lindo) e Sob o sol de Satã (não sou tão fã deste, contudo é incontornável) e agora lança esta pequena novela sobre uma “mocinha” que parece já carregar a náusea de que sofria o Roquentin de Sartre. E tão desamparada quanto a protagonista de A participante do casamento, de Carson McCullers;

 –Zuckerman acorrentado, de Philip Roth (Companhia das Letras)- tecnicamente, não seria verdadeiro dizer que este é um título inédito no Brasil, já que parte dele foi lançada com os títulosDiário de uma ilusão & Lição de anatomia. Mas como há 50% que não fora (não sei por que razão) ainda traduzido, e há o fato de os quatro formarem um todo excepcional, um dos pontos altos da obra rothariana, não vejo problemas em sua inclusão nesta lista. Prepare-se para o sublime afrontoso, leitor;

 –Minha irmã, meu amor, de Joyce Carol Oates (Alfaguara)- A grande e prolífica escritora norte-americana no melhor da sua forma ao relatar um assassinato que desvenda a fome grotesca por celebridade destruindo literalmente a infância do protagonista e sua irmã. Todavia, é a construção do relato que representa o “show” do livro, por assim dizer, um dos melhores dos últimos anos;

 –Tudo o que tenho levo comigo, de Herta Müller (Companhia das Letras)- O leitor pensa: ai,não, mais um relato sobre campos de concentração (no caso, alemães internados em campos soviéticos após a guerra), e se vê no entanto num universo concentracionário e alternativo onde há fome, desespero, opressão e morte, mas há uma poesia faminta, desesperada, opressiva e mortal que rompe os limites do romance. E a terceira vencedora do Nobel em anos recentes presente nesta lista mostra plenamente a que veio;

 –O mundo em desajuste, de Amin Maalouf (Difel). Não apenas os pensadores como Zygmunt Bauman & Slavoj Zizek diagnosticam o nosso atual estágio civilizatório. Os grandes escritores também, caso das especulações a respeito do novo século, feitas com sensibilidade e percuciência, pelo romancista (jardins de Luz) libanês;

 –Assim mataram Adônis, de Sarah Caudwell (Tordesilhas). Como ninguém é de ferro, sugiro mergulhar no mundo de Caudwell e de sua (seu?) detetive Hilary Tamar (o gênero não foi definido pela autora), desafortunadamente explorado em apenas quatro romances. Esse foi o primeiro, em 1981, e ela já exercita a fórmula encontro de turminha de advogados—Tamar é um (uma?) erudito (erudita?), especialista em direito medieval—fofocas, maledicência entre e sobre amigos, leitura de cartas, especulações indiscretas sobre intimidades que chegaria à perfeição no seu derradeiro livro, A sibila em seu túmulo, Uma delícia.

 Por último6, gostaria de citar duas estréias ficcionais que considero marcantes: a do brasileiro Nilton Resende que com os contos de Diabolô (Edufal) se mostra um escritor já completo e cheio de recursos; e a do australiano (embora o texto original seja de 2008) Steve Toltz, cujo romance Uma fração do todo (Record) impõe novamente a indagação: por que os nossos jovens romancistas (com as exceções de praxe, penso especialmente no maravilhoso O livro dos mandarins, de Ricardo Lísias) não se dedicam com mais afinco à velha e luminosa arte de contar histórias, como Toltz faz, com uma linguagem maravilhosa (muito bem traduzida por Janaína Marcantonio)?

 

1 São 112 capítulos de insensatezes (a tradução é de Karin Voluboef). Um exemplo:

“São Grosseirão é um novo santo, que agora todos querem cultuar com gestos e palavras obscenas e vulgares, buscando fazer pilhérias, mas conseguindo apenas ser toscos. O Senhor Decoro está morto e enterrado, os atoleimados seguram a porca pelas orelhas e sacodem-na, fazendo com que seu sino toque e ela cante uma canção suja. A porca agora dirige a dança e segura com o rabo o navio dos insensatos para que não afunde pelos seu peso, o que causaria uma grande tristeza na terra. Se os tolos não se encharcassem de vinho, ele não custaria mais do que uns centavos, mas agora a porca tem cria volumosa e o populacho rude suplantou a sabedoria, não deixando ninguém no jogo de damas, a porca é a única que traz uma coroa […] Senhor Acanhado =não distingue mais nada e isso aconteceu porque os camponeses estão todos bêbados. Senhor Malcriado abre o baile com Beberrão e Desfaçatez. Todos os tolos querem agir como porcos para não perder suas latas cheias de banha de burro […] A grosseria agora se espraia tanto que já mora em quase todas as casas, ficando pouco espaço para o bom-senso. Tudo o que agora se fala ou escreve veio daquelas latas […] A banha de asno nunca pára, sendo inclusive misturada à gordura de porco: um, que deseja ter um companheiro, esfrega-a no outro, que gostaria de ser grosseiro e não consegue. Não são poupados nem Deus nem a honestidade: fala-se de todas as vulgaridades, quem for o mais obsceno é presenteado com uma taça de vinho…”

2 Eu, que aos 40 anos me tornei um leitor fervoroso de Marx e Freud considero especialmente feliz a iniciativa da Boitempo de traduzir toda a obra marxiana (que foi mais descuidada no Brasil do que a freudiana), que venho estudando há dois anos (assim como a de Freud, há um pouco mais de tempo), sem nenhuma perspectiva de terminar algum dia ou chegar a um resultado prático, contudo com um prazer e uma alegria enormes.

 

3 Pensei até em colocá-lo no topo da lista. Mas sofri uma ligeira desilusão devido a um lapso na tradução de Marcelo Backes, logo no primeiro volume. Pasenow, o protagonista, ainda criança, sai a cavalgar sem permissão, o solo está escorregadio, o cavalo tropeça numa vala, e o menino tem de enfrentar a ira do pai, vomitando e caindo de cama. Então, na interpretação de Backes, lemos: “No dia seguinte, soube pelo médico que o pônei havia sofrido um traumatismo craniano e ficou orgulhoso de sua coragem”. Esse trecho me soou meio absurdo e fui conferir a tradução (esplêndida) do português António Ferreira Marques (que li em 1990, um ano mágico para mim pois li também de cabo a rabo Em busca do tempo perdido & O homem sem qualidades): “No dia seguinte, soube pelo médico que sofrera uma comoção cerebral e isso encheu-o de vaidade”. Ou seja, foi o menino que sofreu uma concussão ou algo que o valha, por isso vomita e cai de cama.

No entanto, o texto de Broch é cerrado, complexo, e por isso pequenos detalhes como esse não podem autorizar que empanemos ou desdenhemos uma tarefa como a de Backes, sempre uma proeza de todo modo, ainda mais depois da obscena empulhação que a Germinal nos impingiu.

nota sobre a nota- Leia os comentários, por favor, leitor.

 

4 Isso me permite me penitenciar por outra omissão de 2010, a do monumental estudo de Girard sobre Shakespeare, Teatro da Inveja (na verdade, Les feux de l´envie), que provavelmente deve ter despertado a ira de Harold Bloom, mas se soma aos estudos de Jan Kott, Frank Kermode, Northrop Frye e Bárbara Heliodora (e os do próprio Bloom) entre os melhores dedicados ao Bardo.

Por falar em Bloom e Shakespeare, não custa indicar dois divertidos e interessantes lançamentos de 2011: um, publicado pela Record, é As guerras de Shakespeare, de Ron Rosenbaum, que fala não das guerras que acontecem na obra de Shakespeare, mas por causa da obra de Shakespeare (num dos capítulos, mais corrosivos e gostosos de ler, “Você não pode tê-lo, Harold”, ele desanca Bloom e sua passionalidade como patrocinador erudito da obra shakespeariana contra um mundo hostil de desconstrucionismo e pós-estruturalismo); o outro, publicado pela Planeta, é 1599- Um ano na vida de Shakespeare,  de James Shapiro (Planeta) competente retrato de época (aquela outra coisa que Bloom odeia, o “contexto” de Shakespeare), melhor que a biografia de Park Honan. Vale a leitura.

 

5 Esse Plummer é um mistério: canastrão imbatível quando mais jovem (basta ver os filmes dos anos 60 e 70, penso especialmente em Real Caçador do Sol, no qual ele digamos interpreta constrangedoramente—parece o Ricardo Montalban como o Khan de Jornada nas estrelas—um desses líderes míticos da época da colonização espanhola, se não me falha a memória, Atahualpa), na velhice virou grandíssimo ator (por exemplo, sua extraordinária interpretação em O informante).

 

6 Por falta de tempo não pude ler e vou deixar de incluir, lamentavelmente, livros de quatro autores que muito aprecio e que certamente estariam na lista: O ano do dilúvio, da canadense Margaret Atwood, lançado pela Rocco (também, Atwood é como Carol Oates, não pára de lançar livros); O mestre de Gô, romance que estou doido para ler, de Yasunari Kawabata (devo ter algum problema sério porque adoro o mundo de perversidade do escritor japonês), lançado pela Estação Liberdade; O estranho no corredor (Ed.34), a primeira novela de Chico Lopes, que já nos deus três belas coletâneas de contos (Nó de sombras, Dobras da noite e Hóspedes do vento), que se diz da linhagem de Lúcio Cardoso, mas é muito superior a esse superestimado superstar da nossa ficção; e, por fim, A noite da borboleta dourada, volume que completa as Crônicas do Islã, do paquistanês Táriq Ali, uma das mais arejantes inteligências contemporâneas.

E deve haver muitos outros casos. Infelizmente, a bênção da leitura “mais vida, em tempo ilimitado” é só uma sensação (correspondente, é claro, a esse prazer que é ler), não exatamente a realidade da nossa condição temporal.

 

Anúncios
  1. Nenhum comentário ainda.
  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: