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SobrePenguin e SobreCapas

O Bernardo Brayner (livros que você precisa ler) divulgou hoje, no twitter, um blog muito interessante: sobrecapas, do Samir Machado. Nele, há posts sobre design de livros;  há os caminhos que foram trilhados para se chegar à versão final na apresentação de uma obra; há capas feitas no Brasil e em outros países; há coleções e os seus detalhes – os detalhes que fazem cada livro ser parte de um conjunto mas, ao mesmo tempo, manter sua particularidade.

Dessas coleções, chamaram-me a atenção as da editora Penguin – clássica por editar clássicos e clássica por ser modelo de grande editora.

Em agosto, quando estive em São Paulo, pude folhear, cheirar, desejar (e não comprar) alguns exemplares da Penguin Clothbound Classics. E são esses livros que uso como isca para o blog do Samir, reproduzindo abaixo o post a respeito deles.

Vale muito a pena passear por todo o sobrecapas, ver tanta beleza – nas capas e no conteúdo que elas envolvem. Mas, advirto que o passeio pode ser bastante cruel, pela vontade de ter aqueles livros, folheá-los, cheirá-los, lê-los.

 


Penguin Clothbound Classics – Série 2
Design de Coralie Bickford-Smith


Ratos de livraria já devem ter percebido (ao menos, na Livraria Cultura) uma luxuosa coleção da Penguin Books de clássicos encadernados em capa dura, com capas de tecido. A coleção, cuja primeira leva incluía Flaubert (Madame Bovary), Charles Dickens (Grandes Esperanças), Austen (Orgulho & Preconceito, Razão & Sensibilidade), Oscar Wilde (Retrato de Dorian Gray) e Dostoievski (Crime e Castigo), entre outros, foi criada para ser vendida exclusivamente na rede de livrarias inglesa Waterstone. Felizmente não tão exclusivamente assim – comprei Orgulho e Preconceito (imagem à esquerda), meio de impulso mas não me arrependo, na Cultura de Porto Alegre no começo do ano.

Agora há uma segunda leva (e espero ver ela logo nas prateleiras por aqui). Também criada pela designer inglesa Coralie Bickford-Smith (que fez o design da coleção Boy’s Adventures e Sherlock Holmes para a Penguin), é delírio estético pra bibliófilo nenhum botar defeito: o estilo de Bickford-Smith, sempre privilegiando paletas de duas cores e padronagens tipográficas, dá todo um ar de livrão clássico, como se tivesse sido produzido manualmente numa prensa tipográfica a cem anos atrás. A encadernação é com tecido, cada capa repete um padrão que se identifica com o conteúdo: as ondas na Odisséia, os papagaios na Ilha do Tesouro. E tem uma fitinha de marca-página (com a cor combinando com o livro, claro – são essas pequenas frescuras que fazem a diferença num projeto assim).

Essa nova fornada de livros inclui Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho, Oliver Twist (Dickens), O Cão dos Baskervilles (Conan Doyle), Emma (Jane Austen), A Odisséia (Homero), A Ilha do Tesouro (Stevenson), A Mulher de Branco (Wilkie Collins), Sonetos e Uma queixa de um amante (Shakespeare), O Amante de Lady Chatterley (D.H. Lawrence) e Mulherzinhas (Louise May Alcott).
….
twitter do samir: @samirmachado
twitter do brayner: @bernabrayner
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